13 de setembro de 2015

Wayward Pines - Paraíso (Wayward Pines #1)


Autor:
Blake Crouch
Género:
Thriller
Idioma: Português

Páginas: 336
Editora:
Suma de Letras

Ano:
2015

ISBN:
978-989-8775368
Título original: Pines (Wayward Pines Trilogy, Book 1)
 
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O agente secreto Ethan Burke chega a Wayward Pines com uma missão bem definida: encontrar dois agentes federais que desapareceram há dois meses na pacata localidade cercada por montanhas.
 

Pouco depois de chegar, Burke sofre um violento acidente de viação e acorda no hospital, desorientado, com dores, sem telemóvel e sem carteira. Ao explorar a cidade, tem dificuldades em prosseguir a investigação: todos duvidam da sua identidade, o xerife não colabora, o seu superior não atende os seus telefonemas, as pessoas parecem esconder qualquer coisa. E qual é a finalidade do muro electrificado que cerca a cidade?

Estava curiosa em ler o livro porque já está disponível a série e queria ler antes de a ver. Wayward Pines - Paraíso é bom como livro de mistério e thriller porque mantém o leitor em suspenso e tem um final provocador.

Tem vários pormenores que poderiam ter sido melhor trabalhados (e que prefiro não mencionar para não estragar a surpresa de quem ainda não leu) mas não deixa de ser um livro que cativa. Pessoalmente, achei o personagem principal interessante e estive sempre curiosa em saber o que aconteceria e o que escondia a pacatez de Wayward Pines, afinal. 

Faz lembrar o filme Stepford Wives, onde tanta perfeição se estranha e onde a fachada imaculada dá sempre lugar a uma verdade tenebrosa. Todo o ambiente da cidade é bem trabalhado e foram horas envolventes perdida em Pines com o agente Burke para perceber o que se passava, o que se escondia por detrás da calma e dos sorrisos dos habitantes, a imaginar vários outros cenários que não o que o autor escreveu.
Não é o melhor livro que já li mas é extremamente cativante e aguça a curiosidade para o seguinte. Vi a série, entretanto, e para não variar, o livro é melhor. 

****
(bom)

6 de setembro de 2015

A gata do Dalai Lama


Autor:
David Michie
Género:
Romance
Idioma: Português

Páginas: 224
Editora:
Nascente

Ano:
2014

ISBN:
978-989-6682910
Título original: The Dalai Lama's cat
 
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Uma gatinha é resgatada da morte nas ruas impiedosas de Nova Deli por Sua Santidade, o Dalai Lama, e torna-se a sua companheira favorita. Enlevada pela sua sorte e tocada pela insustentável leveza do dono, a pequena bodhigatava decide contar a sua história.

«- Oh! Que amorosa! Não sabia que tinha uma gata! - exclamou.
Fico sempre surpreendida com a quantidade de pessoas que fazem esta observação. Porque é que Sua Santidade não haveria de ter uma gata?
- Se ao menos ela soubesse falar -continuou - De certeza que teria grande sabedoria para partilhar.
E daqui nasceu a ideia.... Comecei a pensar que talvez tivesse chegado a hora de escrever o meu próprio livro, que transmitisse a sabedoria que adquiri sentada, não aos pés do Dalai Lama, mas ao seu colo.»

Num mosteiro com vista deslumbrante sobre os picos nevados dos Himalaias, num lugar privilegiado nos aposentos do Dalai Lama, a gata testemunha encontros com estrelas de Hollywood, mestres budistas, rainhas, gurus, filantropos e muitas outras pessoas que procuram os conselhos do Dalai Lama. Paralelamente, aprende a olhar em volta e para dentro de si. A sua apreensão do mundo é relatado num tom irreverente e sábio, proporcionando ensinamentos sobre como encontrar a felicidade e o significado da vida num mundo tão intenso e materialista, onde a doutrina budista brilha de um modo simples e despretensioso.

Este é um livro delicioso, com pequenos episódios inspiradores. Apercebi-me assim que o comecei a ler. Tive de me conter para não o ler de uma assentada; não sei se por focar temas universais se por ter vindo na altura oportuna (ou se ambos), mas o conteúdo tem mensagens que urgem ser degustadas com vagar. O tom leve em que tudo é dito é enganador e como nunca tinha lido focado na filosofia budista, embora tivesse um conhecimento superficial, quase tudo foi um ensinamento.
 
O livro pode ser lido sem qualquer apego religioso e mesmo assim ser apreciado, pois defende o auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal, útil a todos. Como livro de auto-ajuda, indica um caminho para outra perspectiva. Pode ainda ser lido como um romance inspiracional sobre um gato cheio de charme. Seja qual for o ângulo, é uma leitura compensadora.

A gata do Dalai Lama foi inspirado na gata do autor, que o acompanhava na meditação e nas aulas sobre budismo tibetano; morreu antes de o autor terminar o livro, mas David Michie diz que continua a ser a sua musa inspiradora.

Podem ler um excerto do livro aqui

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(muito bom)
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