17 de outubro de 2017

Little Children


Autor: Tom Perrotta
Género:
Romance
Idioma: Inglês

Páginas: 336
Editora:
St. Martin's Paperbacks

Ano:
2004

ISBN: 0-312-99032-4
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Bem-vindos ao típico subúrbio americano: populado pela classe alta, belas vivendas de 2 andares com relvados verdejantes e carros recentes, parques infantis sempre lotados onde os utentes debitam filosofias de vida e conselhos de como educar os filhos - como ser pai é deixar de ser egoísta e aprender a viver para uma outra pessoa, atingindo uma consciência superior.

Nem todas as personagens de Little children – todos eles residentes na mesma área - são assim: temos pais aborrecidos para lá do imaginável, cansados da sua prole, altamente susceptíveis ao adultério; pais que se esquecem de embalar lanches e peluches preferidos; ou os que andam com os filhos no parque a horas pouco recomendáveis, mesmo quando um ex-recluso (condenado por se ter exibido a uma menor) se muda para a vizinhança… há aqui um real desejo de fuga.

Tom Perrotta não poupa as suas personagens, é satírico no seu retrato, mas há um cuidado em humanizar sem ceder ao sentimentalismo.

Uma das protagonistas é Sarah, que não se identifica com as outras mães que passam o tempo a falar dos filhos e se sente isolada e sem amigos. Em casa, ela e o marido tornaram-se estranhos. A única coisa que a ajuda a suportar a rotina é Todd, um pai dono de casa que também leva o filho ao parque todos os dias e bastante cobiçado pelas mulheres da vizinhança. A solidão e o tédio vão levar a que tenham um caso amoroso que se torna um dos dramas centrais do livro, mas há outros dramas em abundância.

Little children não é livro que nos faça sentir bem nem tem personagens simpáticas mas está muito bem escrito, não é previsível e é interessante.

Este foi o primeiro livro que li de Tom Perrotta e não será o último.

****
(bom)

12 de agosto de 2017

This is water



Autor: David Foster Wallace
Género:
Ensaio
Idioma: Inglês

Páginas: 16
Editora:
Kindle Edition

Ano:
2009
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Neste pequeno ensaio (eu li a versão condensada, vi entretanto que há outra disponível com mais de cem páginas), David Foster Wallace coloca algumas questões interessantes relativamente à nossa [seres humanos] empatia para com os outros e com a necessidade de praticarmos a compaixão diariamente. 

O texto original foi escrito pelo autor aquando de uma apresentação numa universidade do Ohio (EUA), e salienta que a verdadeira liberdade que advém da educação é a capacidade de nos ajustarmos, sermos conscientes e empáticos. Soltos no mundo, devemos usar essa(s) ferramenta(s) para percebermos o que realmente é importante e agirmos de uma forma tolerante e aberta para com aqueles que nos rodeiam. 
«The only thing that’s capital “T” True is that you get to decide how you’re going to try to see it. This, I submit, is the freedom of real education, of how to be well-adjusted. You get to decide what has meaning and what doesn’t. That is real freedom. That is being educated and understanding how to think. The alternative is unconsciousness.»
Um pequeno texto que coloca questões interessantes, mais ainda se o leitor estiver predisposto aos temas abordados

****
(bom)
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